jornalismo

Catalisa 2011_Guilherme Cury

_As faculdades de comunicação vivem um grande dilema. Como oferecer formação acadêmica em um momento de transição tecnológica e cultural, com a crescente presença da web e de suas ferramentas de autoração e publicação de conteúdo pessoal? O fim das barreiras que impediam a interatividade da audiência com seus veículos, e ainda a possibilidade de qualquer “usuário” tornar-se pauta e publicar o que considera notícia impõe aos estudantes de comunicação um outro nível de desafio, além da redução de vagas em jornais, rádios, tv’s e revistas em geral.

 

_Selecionei algumas anotações para entender melhor em que contexto os palestrantes convidados do II Catalisa ofereceram suas participações. Por motivos profissionais, participei apenas das palestras noturnas, sacrificando alguns assuntos que muito me apetecem, como a comunicação corporativa.

_Na primeira noite do Catalisa na PUCPR, que aconteceu no bloco Verde da PUCPR, dia 31 de outubro, o publicitário Guilherme Cury trouxe como pauta o uso de blogs como ferramentas de comunicação. O sucesso do seu blog Comunicadores revela a capacidade de construir relacionamentos que o compartilhamento de informações oferece na web. Para isto, é preciso que o autor de blog fale de coisas boas, aborde assuntos inexplorados de uma forma diferente. Certos nichos culturais e mercadológicos podem ser explorados de maneira a promover conteúdo para uma audiência que consome os produtos daquele mercado. Mesmo assuntos que estão pautados nas mídias tradicionais podem ser postados em um blog sob outra perspectiva. Isto permite que o blog seja relevante para outros veículos de comunicação.

_O palestrante apresentou alguns dados interessantes sobre o perfil de blogs no Brasil, como 60 milhões de leitores que lêem 24% dos blogs sobre entretenimento, 20% sobre assuntos tecnológicos, 15% sobre educação, 11$ sobre assuntos focados em saúde e apenas 1% sobre política. Cury ofereceu alguns temas que ainda não foram abordados na internet brasileira, como a produção de webseries, um portal teen voltado para o público masculino e a produção de mais conteúdo voltado para o mobile. Guilherme Cury acredita que uma das tendências é que o acesso à web via smartphones cresça mais do que o acesso realizado em tablets, pela facilidade de uso e portabilidade do dispositivo.

_Como profissional atuante no marketing em redes sociais, relatou um case envolvendo o Orkut. Para a divulgação da segunda temporada de Walking Dead, localizou as comunidades mais populares no Orkut – que conta com 29 milhões de usuários brasileiros, 1 milhão a menos do que o Facebook. Através do contato com os adminstradores destas comunidades do seriado norte-americano sobre zumbis, convidou-os para participar de uma ação de marketing de guerrilha na Av. Paulista, centro econômico de São Paulo, que envolvia um ônibus repleto de zumbis e decorado com cenas do seriado.

_Ainda sobre o Orkut, Cury destacou que sendo uma das pioneiras redes sociais no Brasil, seu modo de operação foi adaptado para o Facebook pelos usuários brasileiros. Diversos sites que hoje estão entre os mais acessados nasceram de comunidades, como o Não Salvo, O Criador e o Jacaré Banguela. No FB, surgem fan pages de empresas e posts com imagens sobre frases e montagens que recebem milhares de “likes”, replicando o sucesso de comunidades como “Odeio Acordar Cedo”, do Orkut.

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s