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iPitacos

> Interessante perceber o “buzz” em torno de um produto como o tablet da Apple. Em um universo como a web – restrito a uma pequena parcela dos brasileiros nos grandes centros urbanos –, certas empresas detêm um status que determinam os rumos das informações. De acordo com Marcelo Albagli, do bluebus.com.br, a análise de métricas MAP, da Sysomos, somente os termos ‘Apple’ e ‘tablet’, em janeiro, apareceram em nada menos que 59,692 posts em blogs, 523 mil tweets, 5,400 videos no YouTube e uns 17,000 artigos de mídia online. Isto apenas antes do lançamento do iPad.

> A enxurrada de comentários sobre um produto que não está nas mãos dos usuários – ainda, reforça o impacto que algumas empresas têm a capacidade de criar. Quantos, neste momento, estão analisando o iPad por uma ótica mais produtiva do que simplesmente criticá-lo? Como transferir tamanha expectativa para seu negócio, e atender a uma demanda por algo que nem sempre é fácil de compreender?

> Quando penso nas centenas de aplicações que serão desenvolvidas para o uso do iPad em salas de aula, ou como hardware para força de vendas na exposição de produtos em PDV, e fora as ideias que nem podemos conceber para o iPad, uma certeza é simples: a Apple posiciona-se definitivamente como uma empresa que vende serviços, focando a criação de seus produtos [computadores, tocadores de música e celulares] para ampliar sua participação em dezenas de negócios lucrativos. Fecharam o ano de 2009 em US$ 4 bilhões de faturamento. Ainda é cedo pra dizer que o que falta no iPad [porta USB, leitor nativo de cartões SD ou uma câmera] são defeitos de engenharia do produto. A enxurrada de empresas que nasceram em torno do iPod e iPhone irão resolver estas “deficiências” [quem vai desenvolver um soft que pode transmitir da câmera do celular com bluetooth para o iPad?, por exemplo].

> Observando com cuidado o desempenho da tela multitouch e os acordos comerciais fechados com editoras e jornais, o objetivo essencial do iPad é ampliar a experiência do usuário na Internet e seu convívio com conteúdo digital. Claro que subverteremos seu uso em diversas situações que nem os melhores designers poderiam imaginar. Existe uma mística ao redor da Apple que pode frustrar aqueles que esperavam um produto revolucionário. Mas navegar na web em menos de 10 segundos depois de ligar um iPod/iPad talvez seja mais significativo do que fazer gestos ao estilo Minority Report.

> Enquanto isso, as férias do curso de Jornalismo oferecem uma oportunidade única para rever algumas coisas que foram apresentadas em sala. Algumas lições são clássicas: ler, ler e ler de tudo. Escrever, escrever e escrever algo que realmente interessa. E também algo que nem faz ideia que exista. Exige pesquisa, checar fontes seguras, corrigir equívocos. E ampliar o repertório. Mesmo aulas complexas como as de semiótica abrem uma nova forma de olhar. Aprender a decodificar o que lhe é dito facilita a compreensão do assunto, na maioria das vezes escondido nas entrelinhas.

> Correção: Na meu post sobre sobre design, citei outra designer como autora de um livro que trata, entre outros assuntos, da questão da expressão “logomarca”. O livro é o excelente O Efeito Multiplicador do Design, e sua autora é da designer Ana Luísa Escorel. Na página 58 há um texto esclarecedor sobre o assunto:

“Logomarca não quer dizer absolutamente nada. É possível que seu genial inventor estivesse, ao criá-la, querendo dar conta daquelas situações em que o núcleo da identidade vbisual da empresa resulta num sinal misto, no qual o símbolo e logotipo se combinam na veiculação de uma dada imagem. O fato é que, se por acaso foi essa a origem do termo, atualmente, no Brasil, todo sinal gráfico que pretenda identificar uma empresa ou um produto é chamado de logomarca, seja símbolo, logotipo ou sinal misto.

Logos em grego quer dizer conhecimento e também palavra. Typos quer dizer padrão e também grafia. Portanto, grafia da palavra ou palavra padrão. Agora, palavra marca ou conhecimento marca quer dizer o quê? Coisa nenhuma. E é espantosa a desenvoltura que cerca de dois terços da população ligada à comunicação gráfica, no Brasil, usa ou veicula essa coisa nenhuma, com a segurança de estar brandindo um termo de alto teor técnico e expressivo.”

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