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primeiras linhas em 2010

> Existem fatos que não podem ser constestados. O céu fica lá. Logo, a terra aqui. Ponto. Quando a discussão desemboca nos custos do design gráfico, tudo perde a noção. Quanto custa uma “logomarca”?. Aliás, antes de chegar no custo em si, a briga já começa pela questão do termo. O correto, defendo a teoria da conceituada designer carioca Ana Couto, é logotipo. Uma rápida busca no São Google oferece um pequeno panorama das coisas na terra papagali. Depois de ter se deliciado com uma bela churrascada, você teria coragem de pedir desconto porque a carne estava mal-passada? Para uma parcela significativa de empresários, o design está na categoria que investimentos que ficam por último nos planos de negócios. Quando deveria constar como item estratégico de comunicação e produção.

> Quando o assunto esbarra na criação, a coisa fica pior ainda. Cópia versus referência?. Idéia original ou inconsciente coletivo?. De qualquer forma, eis um breve exemplo pinçado da capa da Playboy de janeiro de 2010:

referência, homenagem ou cópia?

> A necessidade de criar algo diferente para comunicar oferece constantes desafios para o design e a comunicação em geral. Veja o caso da Apple. Já existiam tocadores de mp3 em outubro de 2001, quando lançaram o iPod. Mas nenhum tinha 5 ou 10 gb de capacidade de armazenamento. Então, qual foi o diferencial? Vender músicas a US$ 0,99. Claro que falo de um produto de consumo, e não de um cartão de visitas, ou uma capa de revista. A discussão em torno do custo do design precisa alcançar outros níveis no mercado brasileiro, para fugir dos estereótipos de sempre.

> Das toneladas de referências bibliográficas consultadas no primeiro período do curso de Jornalismo na PUCPR, escolhi alguns para ler com mais calma nas férias. A intemporalidade dos textos de Cláudio Abramo oferece uma oportunidade única de perceber a enrascada que o jornalismo brasileiro vive. A ação danosa do fim da exigência do diploma apenas ressalta que os pilares da imprensa – já demolidos – precisam ser retirados da praça para que um novo sentido seja construído. Gilmar Mendes apenas deu o golpe final em um processo de desburocratização da notícia que favorece o lucro das empresas – e não a liberdade de expressão. Pois bem, Cláudio Abramo, em sua coletânea de textos A Regra do Jogo, relata a importância de uma ética universal, ladeado por textos publicados nos anos 70 e 80. Destaco seu trabalho que resultou na reforma gráfica do Estado de S.Paulo, e na forma inteligente de compor o jornal que um dia foi a Folha de S.Paulo. Exige uma postura crítica e um ceticismo diante da notícia que falta hoje no mercado. Gostei de outra firmação sua, quando diz que o que interessa às pessoas é aquilo que pensam.

> Outro livro que está nas leituras diárias é o aclamado A Era dos Extremos, de Eric Hobsbawm. Decidi que faria uma leitura não-sequencial de sua obra mais comentada, focando um paralelo entre a história atual e o século passado. Se não consigo estabelecer um contexto sobre qualquer coisa, como posso fazer um relato interessante dele?

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