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do futuro imperfeito

_Odeio provas, avaliações que não consideram o que você aprendeu, mas valorizam o decoreba em um pedaço de papel sem sentido. Ainda mais quando não explicam exatamente qual é o tipo da abordagem da prova. Porque não é algo simples, como levantar 289,13 kg em um braço só? O atleta cria toda uma rotina de treinamento específico, dorme de um lado só da cama, recebe litros de anabolizantes não detectáveis e voi-lá, bate o recorde mundial do braceta mais forte do mundo. Como são genéricos esses testes, reforçam velhos conceitos de que na escola [primária, secundária ou universitária, não importa, é o local onde deveria ocorrer uma parte essencial do processo de aprendizagem] o que vale é o decoreba, o cérebro com mais pentabytes de capacidade para reter dados inúteis. Capacidade de reflexão ou análise são ignoradas solenemente para a formação dos apertadores de botões do mouse.

_Visitando blogs de alguns coleguinhas da classe de Jornalismo da PUCPR, descobri que não sou fã de ninguém. Uma parte da galera moveu fundos para conseguir ingressos para o Iron Maiden, em São Paulo. Curto do som dos caras, bem alto, mas não tenho essa vocação de fã ardoroso. Quase uma atitude blasé? Sei lá, mas fico mais contido. Dois artistas que admiro só devem aparecer por terras papagalis quando suas carreiras precisarem de renovação: Folesade Adu e Phil Collins/Genesis. Enquanto isso, mantenho como recordação semiótica alguns exemplares físicos de cd’s e discos de vinil.

_Lendo por osmose um raro exemplar de A Aventura da Reportagem [que por sorte já tinha sido objeto de leitura há alguns anos, quando sabia que jornalismo é a minha praia, mas pelos motivos equivocados], pude perceber elementos que me ajudam a compreender o futuro da profissão, em um momento onde tudo é notícia e todos parecem ser capazes de produzi-la. Os detalhes que a vida esconde a cada segundo dos olhos perdidos entre toneladas de imagens, ouvidos entupidos de mp3 e sentimentos tão profundos quanto água em pires precisam ser destacados da boiada viciada nos juros mais altos do mundo. Enquanto tento filtrar o que presta do que não, o que os professores dizem entre uma explicação e outra é mais importante do que os arquivos postados na rede.

_Vou fazer fotos impossíveis e volto depois.

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