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A informação mais necessária é sempre a menos disponível

_Começou a correria pra fechar as primeiras notas semestrais. Não passou rápido o tempo, ficamos sim ocupados demais protelando prazos. Se for contar mesmo no calendário acadêmico, tivemos um mês e meio de prazos apertados demais para concluir pesquisas, telas de apresentações e compartilhar o mesmo conteúdo da internet. Outros dias desses, todos na aula de Sociologia estavam com as mesmas “prints” de pesquisa do Max Weber, oriundas praticamente dos mesmos sites encontrados no Google. Se a professora viu, não disse nada. Se a nota revelar o truque, espero que avalie a interpretação de cada grupo sobre o mesmo conteúdo mal pesquisado.

Nunca há horas suficientes em um dia, mas sempre há muitos dias antes do sábado.

_Os grupos estão configurados há algum tempo também. As diferenças ficaram em segundo plano pela necessidade de resolver os trabalhos acadêmicos. Mas outras já dividiram e separaram os meninos dos homens, as gurias das mulheres. Fico ali, gravitando entre dois desses grupos, querendo participar de outros justamente pela diversidade de estilos e idéias conflitantes. Pensar muito igual não faz diferença.

_Ainda persistem reflexos do famigerado debate da disciplina de Aspectos Contemporâneos escondidos em algumas frases reveladoras ditas à meia-luz das apresentações em PowerPoint. E ainda não descobri quem foi que me chamou de Obama, em um tom de voz muito revelador do exercício de preconceito e ignorância. As vozes dissonantes também são conhecidas. Apresentam os argumentos essenciais para a evolução das aulas em formato de debate, ou a qualquer momento. Enriquecem a convivência na sala e ajudam a compreender o conteúdo que o professor oferece.

_Fizemos uma avaliação institucional online do curso de jornalismo, em maio. Na verdade, foi uma série de notas a serem assinaladas aos professores das disciplinas. Quase rendeu uma pauta bacana na matéria de Técnicas de Redação, mas a funcionária da universidade que forneceria mais informações sobre a aplicação dos resultados da avaliação não retornou à entrevista a tempo, e ficamos apenas com os depoimentos dos alunos.

As variáveis variam menos que as constantes.

_E o início de junho, respondemos a mais de 40 questões sobre o conteúdo do curso em outra avaliação. Casca-grossa, porque caiu, em múltipla escolha, várias questões sobre quase tudo que foi aplicado. Choro e ranger de dentes quando a terrível tabela de aberturas, velocidades e ISO para fotografia surge sem aviso depois das perguntas sobre história da arte. Acabei agendando uma revisão geral do que foi estudado neste primeiro semestre, só pra garantir qualquer imprevisto e encontrar um jeito de aplicar tudo isso na vida real fora da sala.

_Fora da sala, duas coisas a serem pontuadas.  No dia 20 de maio, voltando da biblioteca, estranhei um movimento ao redor de um carro no estacionamento. Havia uma trava metálica na roda dianteira do veículo. Olhando para outros carros estacionados, mais travas amarelas nas rodas. Assim como a cor do meio-fio [ou guia] também era amarela, ali estava a resposta da PUCPR ao seu programa de mobilidade. Estacionados de forma irregular, o aluno flagrado tinha que se dirigir até ao SIGA para tomar uma notificação e ter a roda desbloqueada, literalmente.

Você sempre encontra aquilo que não está procurando.

_Ainda naquela noite, um guincho retirou um Celta Prisma estacionado na entrada da portaria dos professores, em frente ao bloco CCJS. Começou a juntar platéia, aos protestos mais variados possíveis contra a ação. A cada movimento do guincho arrastando o veículo contra o asfalto, os protestos aumentavam, e foram ao extremo quando o alarme disparou.

_O que me espantou foi justamente a reação dos alunos presentes. Como se a lei não estivesse ali para ser seguida. Defenderam o “esperto” que colocou o carro na entrada do estacionamento dos professores. Reclamam da falta de vagas para carros, porque se pudessem, assistiriam às aulas dentro deles. Ou deixariam na porta da sala? Dias depois, chegou um abaixo-assinado com oito itens, entre eles  a exigência da mudança do sistema de estacionamento implantado e a construção de um estacionamento vertical. E para o pedestre? Dois tópicos, mas que privilegiam quem deixa os carros no estacionamento…


Quase tudo é mais fácil de enfiar do que de tirar.

_Na terça-feira 9 de junho, os alunos do CCJS participaram da eleição para a nova diretoria do DCE. Quando vi a urna no andar da minha sala, percebi que ninguém das chapas passou na turma para informar seus projetos para a eleição. Antes do intervalo, apareceu uma representante, toda esbaforida, pedindo 2 mil desculpas por não terem avisado os “calouros” a respeito da eleição. Numa análise rasteira, eis a repetição de um modelo “político” que favorece poucos com a benesse de todos, neste caso, parte da mensalidade de cada estudante segue para o DCE. Percebi sinceridade nos repetitivos pesares da loura estudante, mas o estrago não foi maior, porque ninguém na sala reclamou da exclusão. Você não sabe o que está perdendo se ignora o que pode acontecer.

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