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uma grata surpresa

_Um projeto do meu curso anterior em design de produto foi aprovado para exposição do prêmio PUC desse ano. Um conceito desenvolvido junto com um amigo de sala chamou a atenção da comissão julgadora. Um trenzinho feito de madeira, colorido, onde os vagões contém cubos numéricos e com os símbolos básicos de adição, subtração, divisão e multiplicação.

Banner e brinquedo para Prêmio PUC Design

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_Tem por objetivo básico aliar o aspecto lúdico com o processo de aprendizagem de uma disciplina geralmente complicada para as crianças. Nasceu de um projeto de metodologia do produto, essencial para aliar as teorias com o desafio de porduzir algo que possa ser comercializado dentro das expectativas do mercado, além de permitir que os launos compreendam os números de pesquisas de mercado. Agora, é esperar o resultado. Considero porém a escolha e a exposição desse projeto um mérito maior, conquista com meu amigo e muito trabalho.

_Para que serve um jornal

Um jornal serve para servir. Servir principalmente a uma cidade. Um jornal se for só papel serve para cobrir o chão quando pintamos a casa ou embrulhar peixe no mercado. Um jornal se for só negócio serve apenas para crescer em lucros, máquinas e construções. Um jornal se for mero símbolo, tradição e história serve para discursos pomposos mas ocos de compromisso com a vida. Um jornal grife funciona só para o marketing ou propaganda de empresa líder de mercados. Mas o que faz um jornal servir é algo além da mercadoria ou da imagem que projeta.

Um jornal não tem senhores, domínios, posses ou posessões. Um jornal serve quando não é escravo até do seu próprio sucesso. Então pra que serve um jornal, mesmo? Um jornal serve para publicar o que se fala, refletir o que se publica, aprofundar o que se opina sobre o publicado e ampliar TODAS as opiniões sobre o dito e o refletido.

Um jornal serve para servir ao seu eixo principal de credibilidade: o leitor. Um jornal serve para ir além da notícia quando busca suas relações, seu contexto, as circunstâncias que geraram o fato e até avaliar suas consequências. Um jornal serve para pensar. E ser pensado por gente livre e não administrado por máquinas servis. Um jornal serve quando desperta atitudes. Quando analisa os atos que sofre mas também é ator nada passivo. Serve quando é veículo dos muitos meios, modos, culturas e linguagens componentes de uma sociedade.

Serve e é estimulante e rico quando abriga e convive as contradições. E só estará vivo em intensa atividade se servir aos que o lêem e o mantenham. Um jornal serve quando não teme. Nem o conflito natural das divergências nem o confronto acintoso de quem tenta intimidá-lo. Serve quando se expõe até a equívocos mas busca avançar quando a prudência confunde-se com o medo. Um jornal serve como serviço público que é a definição mais básica de imprensa como instituição!

Um jornal serve para reagir, para admitir e apontar erros, para estabelecer todas as linhas de diálogos com todas as representações organizadas de uma cidade.

Serve também para o indivíduo que não adquiriu voz partidária, sindical ou até mesmo de classe tal a sua exclusão no convívio social. Um jornal serve também para emocionar, dar prazer, informar por inúmeros suportes do fato além do texto, deleitar, entreter, indignar, comover e demonstrar que vive intensamente o seu tempo e a sua região. Um jornal não é só um amontoado de linhas, textos, fotos e traços, um jornal serve quando se torna fundamental, preciso, precioso, indispensável para o quê na verdade o mantem vivo: sua credibilidade.

Um jornal serve para reconhecer seus talentos e sua vocação maior de comprometimento com o seu serviço primordial: um jornal serve para servir.

Origem (Texto publicado na capa do jornal Correio Braziliense de 19/7/99 – Brasília (DF)

_Consegui um raro exemplar da obra de Peter Burke, A Fabricação do Rei. Exigido pela profª.  de História da Comunicação, nos oferece uma análise clara de como foi construída a imagem do soberano francês Luis XIV, as relações entre arte e poder, permitindo que estudemos as instenções e os métodos do sfabricantes das imagens do rei, através de diferentes meios de comunicação disponíveis na época: peças de teatro, estátuas, palácios, afrescos e até moedas. No século XVII, era lugar-comum a magnificiência tinha uma forte função política, e que todas as representações de Luís XIV foram encomendadas para aumentar sua glória.

_O claro objetivo da leitura e da prova-debate exigida para essa semana é fazer paralelos com o que ocorre nos dias atuais. Quando partidos políticos lançam mão dos mesmos recursos para vangloriar políticos e suas pequenas atuações, transformando cargos públicos — com a obrigação de gerir bens os recursos também públicos —, em altares de louvor. Para o jornalista, perceber esses mecanismos é essencial para exercer bem a função.

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